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Em constante evolução, Fuvest completa 50 anos à frente do vestibular da USP

Fuvest surgiu como a fusão de grandes exames das áreas de exatas, ciências humanas e ciências da saúde

Redação
Por: Redação Fonte: Secom SP
25/04/2026 às 10h35
Em constante evolução, Fuvest completa 50 anos à frente do vestibular da USP
Fachada do prédio da Fuvest – Fundação Universitária para o Vestibular. Foto: Marcos Santos/USP Imagens

A Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest) completou 50 anos de existência no dia 20 de abril. Fundada em 1976, na capital paulista, seu principal objetivo é a realização de exames vestibulares para admissão na Universidade de São Paulo. Para comemorar, a instituição tem elaborado, desde de abril do ano passado, uma programação especial, incluindo um livro sobre a evolução do Ensino Médio até 2026.

Gustavo Monaco, diretor executivo da Fuvest, comenta um pouco da história da fundação. “São 50 anos de sucesso, no sentido de conseguirmos manter o sigilo sobre as questões e o procedimento utilizado no vestibular de uma maneira republicana. Ela é o resultado de uma decisão muito corajosa que a USP tomou há cinco décadas de instituir uma fundação para cuidar do vestibular, visto que antes cada unidade tinha o seu próprio e isso, muitas vezes, estava sujeito às particularidades e interferências externas de cada uma.”

Já em 1977 foi realizada a primeira aplicação do vestibular, coordenada pelo professor José Goldemberg, após a Fuvest surgir como a fusão dos três grandes exames daquela época, o Mapofei, das áreas de exatas, o Cescea, das ciências humanas, e o Cescem, que era usado para ciências da saúde.

“Após uma conversa com o professor Goldemberg, que tive em conjunto com o vice-diretor do vestibular, Tiago Paixão, percebemos que muitas das coisas que praticamos hoje foram decisões que ele e os conselheiros daquela época tomaram. Então isso mostra como a Fuvest evolui, mas também mantém muitas das tradições, não porque são tradições, mas porque elas funcionam para manter esse programa bastante rígido e relevante para o país e para o estado de São Paulo.”

Formulação do exame

“A estruturação da prova é algo muito artesanal, ou seja, os avaliadores têm uma preocupação de elaborar questões contextualizadas que façam sentido também para o corpo de candidatos, assuntos que eles compreendam e consigam aplicar, mas, sobretudo, que consigam pensar bastante. Enquanto as bancas das disciplinas pensam do ponto de vista técnico, os funcionários da Fuvest vão se atentar à parte formal, quer dizer, isto está com cara de uma questão teste ou aquilo está com cara de uma questão dissertativa. Há um olhar e uma análise crítica muito fundamental por parte da banca para a seleção de cada questão e também uma preocupação de garantir a excelência”, pontua Monaco.

Listas literárias e a redação

Outro ponto de destaque do vestibular é a lista literária de leituras obrigatórias, uma seleção de obras em língua portuguesa exigidas para a elaboração do vestibular, fundamentais para questões de literatura e redação. Anteriormente, as listas preocupavam-se em cobrir os movimentos literários e gêneros textuais de forma mais abrangente, o que mudou a partir de 1989.

“Esse contexto anterior mais geral privilegiou por muitos anos os escritores, o que poderia nos fazer pensar que não existiram escritoras no passado, o que não é verdade, já que muitas foram inviabilizadas pelos seus contextos sociais históricos. Então, o que foi feito foi um movimento de ruptura nos últimos anos, no sentido de estabelecer uma lista exclusivamente feminina por três anos. Depois desse período, os homens irão reaparecer nessa lista, para que seja composta metade de homens e metade de mulheres”, explica o diretor.

Por outro lado, a redação Fuvest, também amplamente conhecida e repercutida, é aplicada desde o ano de criação do processo seletivo. Há uma predominância do gênero dissertativo nesses 50 anos, mas, nas décadas de 1970 e 1980, por exemplo, apresentaram gêneros narrativos também. A redação também conta com a famosa frase temática, que define o tema do texto. No ano passado, a Fuvest, pela primeira vez, trabalhou com um mesmo conjunto de textos de apoio para duas propostas. Quer dizer que o candidato continua fazendo uma redação só, mas poderá escolher o gênero textual entre o dissertativo e o narrativo.

A elaboração do livro

“Quando a Fuvest fez 30 anos foram lançados dois livros sobre a história da Fundação, o que é muito importante, mas, dessa vez preferimos seguir por outro caminho. A ideia surgiu de uma parceria com o professor Marcos Neira, da Faculdade de Educação e pró-reitor de Graduação, e outros professores, para tratar da evolução de 50 anos do Ensino Médio e como os conteúdos ensinados nas escolas foram cobrados no vestibular. A evolução dos currículos, dos métodos pedagógicos, a inclusão ou a retirada de certos temas são alguns dos temas tratados, e a ideia é entregar para a comunidade, para a sociedade, um manancial de estudos sobre a importância da Fuvest”, ressalta.

Por fim, Monaco cita a metáfora de quem veio primeiro, o ovo ou a galinha, comparando-a com a relação da Fundação com o Ensino Médio e seus papéis na transformação de ambos. “A conclusão pode ser outra, mas tenho a impressão que é um processo efetivamente simbiótico, de efetiva retroalimentação, a gente se beneficia das evoluções, das modificações do Ensino Médio, e o Ensino Médio se beneficia do papel da Fuvest, no sentido de, como disse o professor Goldemberg, de colocar a régua bastante alta.”

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