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Integra Tietê: esgoto equivalente a 4 mil piscinas olímpicas deixou de ser jogado no Rio Tietê todos os meses

Programa já conectou cerca de 1,5 milhão de imóveis à rede de esgoto e retirou 6,8 milhões de metros cúbicos de detritos do leito do rio, com mais ...

Redação
Por: Redação Fonte: Secom SP
13/10/2026 às 16h16
Integra Tietê: esgoto equivalente a 4 mil piscinas olímpicas deixou de ser jogado no Rio Tietê todos os meses
A principal frente do projeto é levar coleta e tratamento de esgoto a todos os municípios cortados pelo rio Foto: Divulgação/Governo de SP

O Governo de São Paulo deu o pontapé inicial em 2023 para um dos mais ambiciosos programas de saneamento, desassoreamento e fiscalização ambiental para recuperar o principal rio que corta a Grande São Paulo, o Integra Tietê, que, desde seu lançamento e até 2029, receberá cerca de R$ 25 bilhões em investimentos.

A principal frente do projeto é levar coleta e tratamento de esgoto a todos os municípios cortados pelo rio. Para isso, desde 2023, mais de 1,5 milhão de domicílios foram conectados à rede de esgoto, beneficiando cerca de 4,5 milhões de pessoas e retirando mais de 10 bilhões de litros de esgoto por mês dos rios, o equivalente a 4 mil piscinas olímpicas de dejetos. Para atender a essa demanda, a Sabesp construiu 7 novas Estações de Tratamento de Esgoto (ETE) e 39 Estações Elevatórias de Esgoto (EEE), além da implantação de 1.032 km de tubulações.

Municípios de São Paulo que praticamente não tinham tratamento de esgoto e eram um sério entrave ao projeto de despoluição do Tietê começaram a ter seus dejetos retirados dos mananciais. A cidade de Guarulhos, por exemplo, tratava pouco mais de 2%, atualmente está em 45% e deve encerrar o ano com 78% do esgoto tratado. Em Cajamar, até 2022 os moradores não tinham serviço de coleta e tratamento de esgoto. Neste ano a cidade atingiu 79% de coleta e 50% de tratamento. O distrito de Perus, na zona noroeste da Capital, saltou de zero para 100% do esgoto tratado com a construção da Estação de Tratamento local.

Outra importante frente do projeto é o desassoreamento, ou a retirada de sedimentos acumulados no fundo do rio por lixo e dejetos jogados diretamente no curso d’água. Desde 2023 foram retirados 6,8 milhões de metros cúbicos. Somente em 2025, foram removidos mais de 2,3 milhões de metros cúbicos de sedimentos dos rios Tietê e Pinheiros, o equivalente a 192 mil caminhões cheios. Enfileirados, dariam a distância de São Paulo a Salvador.

LEIA TAMBÉM: Conheça os municípios da Grande São Paulo que vão receber 460 km de tubulações e mais de 100 estações para retirar esgoto dos rios e mananciais

Investimentos já rendem frutos

Estudo realizado pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e divulgado em setembro mostra que a quantidade de poluição transportada caiu 29,4%, passando de 218 toneladas/dia em 2024 para 154 toneladas/dia em 2026.

A matéria orgânica chega ao Tietê principalmente pelo lançamento de esgoto doméstico não tratado. Em excesso, ela reduz o oxigênio disponível na água, gera forte odor, prejudica a vida aquática e contribui para a piora da qualidade do rio. Quanto menor a carga, menor é a quantidade de poluição orgânica transportada pelo rio.

A redução da poluição acompanha outros pontos do curso do rio. Em um trecho de aproximadamente 300 quilômetros do Médio Tietê, entre Santana de Parnaíba e a entrada do Reservatório de Barra Bonita, em Botucatu, a concentração média de matéria orgânica caiu cerca de 15% entre 2024 e 2026.

Os afluentes que deságuam no Tietê, entre eles o Rio Tamanduateí, o Córrego São João do Barueri, o Rio Cabuçu de Cima, o Rio Aricanduva, o Rio Cabuçu de Baixo e o Ribeirão Perová também registraram melhora

A maior redução foi registrada no Córrego Lavapés, em Mogi das Cruzes. A concentração de Carbono Orgânico Total (COT) caiu de 29 mg/L, em 2024, para uma média de 13 mg/L em 2025 e 2026, uma melhora de 56%.

Também se destacaram o Ribeirão Jaguari, em Itaquaquecetuba, com redução de 31%, e o Ribeirão Três Pontes, no mesmo município, com queda de 29%.

Os sinais dessa transformação também aparecem na Bacia do Pinheiros. Desde 2024, a concentração de matéria orgânica caiu em três dos quatro pontos monitorados na calha do rio: 55% na Barragem de Pedreira, 29% na Ponte do Socorro e 26% na Usina São Paulo. Entre os afluentes, dois em cada três córregos monitorados apresentaram melhora no período e, em alguns casos, a redução da matéria orgânica supera 40%.

Nova fase do Integra Tietê

O Governo de São Paulo e a Sabesp iniciaram neste semestre uma nova fase do programa Integra Tietê com obras lineares e estruturais para levar esgoto tratado a vários municípios da Grande São Paulo..

As novas intervenções terão como foco a expansão da rede nos municípios de Osasco, Carapicuíba, São Paulo, Cotia, Jandira, Itapevi, Santana de Parnaíba, Barueri, Caieiras, Franco da Rocha, Francisco Morato e Cajamar.

Nesta etapa, o programa Integra Tietê prevê a implantação de 460 km de tubulações nestes municípios e a construção de 112 Estações Elevatórias (EEE) e 1 Estação de Tratamento (ETE)

A meta da nesta fase é expandir a rede de acesso ao saneamento básico para levar dignidade e qualidade de vida a cerca de 1,75 milhão de pessoas que vivem nesses municípios.

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