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Laser alivia dores da amamentação e evita desmame precoce de bebês, aponta estudo da USP

Aplicação de laser de baixa intensidade associada à orientação sobre amamentação acelera cicatrização dos mamilos e reduz dor durante aleitamento

Redação
Por: Redação Fonte: Secom SP
28/06/2026 às 16h26
Laser alivia dores da amamentação e evita desmame precoce de bebês, aponta estudo da USP
Tecnologia evita o contato direto com a pele lesionada e reduz o risco de efeitos adversos, como aquecimento excessivo e desconforto – Foto: Divulgação/Governo de São Paulo

Um estudo conduzido por pesquisadores da USP e da Texas A&M University (EUA) revelou resultados promissores no tratamento de dores e lesões mamilares em mulheres que amamentam. A pesquisa, relatada em artigo no periódico científico American Journal of Medical and Clinical Sciences, demonstrou que a aplicação de laser de baixa intensidade associada à orientação profissional sobre técnicas de amamentação acelera a cicatrização dos mamilos e reduz significativamente a dor durante o aleitamento.

O estudo foi realizado entre setembro de 2023 e fevereiro de 2024 na maternidade Dona Francisca Cintra Silva, da Santa Casa de São Carlos. Participaram 16 mulheres em período pós-parto, todas com lesões mamilares e dores associadas à amamentação. As voluntárias foram divididas em dois grupos: um recebeu apenas orientações sobre cuidados e técnicas corretas de amamentação; o outro recebeu o mesmo acompanhamento aliado à terapia com laser de baixa intensidade.

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“O equipamento usado pelos pesquisadores possui um adaptador capaz de ampliar a área de irradiação da luz e distribuir o feixe de forma uniforme sobre o mamilo e a aréola”, afirma a pesquisadora do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) e do Centro de Pesquisa em Óptica e Fotônica (Cepof), Fernanda Mansano Carbinatto, uma das autoras principais do estudo, sublinhando que o dispositivo para fazer a adaptação foi desenvolvido no próprio IFSC. “A tecnologia evita o contato direto com a pele lesionada e reduz o risco de efeitos adversos, como aquecimento excessivo e desconforto”.

De acordo com os pesquisadores, as lesões nos mamilos são um dos principais fatores que levam ao desmame precoce. Entre as causas mais comuns estão a pega incorreta do bebê, posicionamento inadequado durante a amamentação e ausência de orientação preventiva. A dor e o desconforto provocados pelas fissuras podem comprometer a continuidade do aleitamento materno, considerado pela Organização Mundial da Saúde essencial para a saúde do bebê e da mãe.

Os resultados apontaram melhora em ambos os grupos, mas as mulheres submetidas ao laser apresentaram recuperação mais rápida e maior redução da dor. Segundo os dados da pesquisa, a área das lesões diminuiu cerca de 45,6% no grupo tratado com laser, contra 25,8% no grupo que recebeu apenas orientações tradicionais. A intensidade da dor também caiu de forma mais expressiva entre as participantes submetidas à terapia luminosa.

Alívio da dor

Entre as principais vantagens observadas para as pacientes está o alívio quase imediato da dor após as aplicações do laser, permitindo que muitas mulheres retomassem a amamentação com mais segurança e confiança. As participantes também relataram menor desconforto durante as mamadas, redução do medo de amamentar e maior tranquilidade emocional no período pós-parto.

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Outro benefício identificado foi a aceleração da cicatrização das fissuras mamilares, diminuindo o risco de agravamento das lesões e possíveis infecções. O tratamento ainda se mostrou não invasivo, indolor e sem efeitos colaterais importantes, o que favorece sua utilização em maternidades e serviços de apoio à amamentação.

Os autores explicam que a chamada fotobiomodulação atua estimulando processos celulares relacionados à cicatrização, redução da inflamação e alívio da dor. A luz do laser interage com componentes celulares, favorecendo a produção de energia nas células e acelerando a regeneração dos tecidos lesionados.

Além dos benefícios físicos, os pesquisadores destacam impactos positivos emocionais e sociais para as mães. A redução da dor e a melhora das lesões contribuem para a continuidade do aleitamento materno exclusivo, fortalecendo o vínculo entre mãe e bebê e reduzindo a frustração frequentemente associada às dificuldades da amamentação.

A pesquisa conclui que o uso do laser de baixa intensidade pode se tornar um importante aliado dos profissionais de saúde no cuidado às lactantes, contribuindo para a permanência da amamentação e para a melhora da qualidade de vida das mães no período pós-parto.

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