
Ao longo do último mês, as unidades de ensino de Praia Grande promoveram uma série de ações dentro do Abril Azul. As iniciativas envolveram pais, alunos e toda a comunidade escolar em prol de realizar a reflexão e conscientização sobre Transtorno do Espectro Autista (TEA). As atividades tiveram como objetivo principal destacar as possibilidades artísticas de expressão dos estudantes com TEA.
Algumas unidades de ensino estenderam a programação e realizam atividades no início do mês de maio. É o caso da EM José Padin Mouta, situada no Bairro Tupi, que promove reunião de acolhimento com pais e familiares de alunos atípicos matriculados na escola. O encontro ocorre nesta quinta-feira (7), às 15 horas, e será comandado pela terapeuta Patrícia Ferreira, que conversará com o público presente.
Dentro da programação, algumas atividades se destacaram. Na EM Profª Nanci Solano Tavares de Almeida, situada no Bairro Melvi, a programação foi aberta para toda a comunidade. Pais e responsáveis puderam conferir a exposição de trabalhos realizados em sala de aula, alusivos ao Dia Mundial da Conscientização do Autismo. Para tornar o momento ainda mais especial, alunos e professores fizeram apresentação musical e painel interativo. A unidade de ensino aproveitou o momento para realizar uma reunião de acolhimento com os familiares de estudantes público-alvo da educação especial.
A EM Idalina da Conceição Pereira, localizada no Bairro Vila Sônia, também desenvolveu ações de conscientização sobre o TEA. O ponto alto da programação da unidade de ensino foi a apresentação musical dos alunos do 1° ano do Ensino Fundamental, para os pais e familiares do lado externo da escola. As turmas também realizaram trabalhos com base no livro "Elmer, O Elefante Xadrez".
Em Praia Grande, atualmente, 2.790 estudantes matriculados nas unidades são diagnosticados com TEA. Este número representa aproximadamente 82% do total de alunos atendidos pela educação inclusiva. "As ações promovidas pelas escolas são essenciais para ampliar o conhecimento sobre o TEA", destacou a diretora da Coordenadoria de Educação Especial e Inclusiva, Elaine Camillo.
"Elas fortalecem práticas inclusivas, promovendo respeito, empatia e convivência no cotidiano escolar. Contribuem para o desenvolvimento social e a participação dos alunos com TEA", completou a diretora da Coordenadoria de Educação Especial e Inclusiva. "Além de aproximar famílias e escola, ampliando o diálogo e a orientação. Outro ponto é que as iniciativas consolidam uma educação voltada a uma sociedade mais inclusiva e consciente sobre o autismo".

