Sexta, 17 de Abril de 2026
23°C 30°C
Praia Grande, SP

Neurologistas do Iamspe sinalizam a importância do diagnóstico precoce e primeiros sinais do Parkinson

Os principais sintomas do Parkinson surgem a partir dos 60 anos; lentidão dos movimentos, rigidez muscular e tremor são sinais

Redação
Por: Redação Fonte: Secom SP
12/04/2026 às 13h30
Neurologistas do Iamspe sinalizam a importância do diagnóstico precoce e primeiros sinais do Parkinson
Os primeiros sinais surgem geralmente surgem a partir dos 60 anos

Os neurologistas do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) de São Paulo reforçam a importância do diagnóstico precoce do Parkinson e os primeiros sinais do problema. A doença é uma condição neurológica degenerativa, crônica e progressiva que afeta o sistema nervoso central. Os principais sintomas são: tremores e perda de equilíbrio. Para chamar a atenção para o assunto, este dia 4 de abril marca o Dia Nacional do Parkinsoniano.

O Parkinson atinge cerca de 8,5 milhões de pessoas em todo o mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). São sintomas da doença: lentidão dos movimentos (bradicinesia), rigidez muscular e tremor. A diretora do Serviço de Neurologia Clínica do Iamspe, Dra. Sonia Maria Cesar de Azevedo Silva, explica que os primeiros sinais costumam surgir a partir dos 60 anos. “Nem sempre o paciente apresenta os três problemas ao mesmo tempo. A presença de dois deles já pode levantar suspeita. É comum que um lado do corpo, geralmente um braço, fique mais lento ou com dificuldade para realizar atividades do dia a dia”, comenta.

Além dos sintomas motores, a doença de Parkinson também pode se manifestar por sinais não motores, como alterações do olfato, distúrbios do sono, constipação intestinal e sintomas depressivos. Esses indícios são, em grande parte, identificados durante a avaliação clínica. Por isso, o diagnóstico é essencialmente clínico, embora exames como a ressonância magnética possam ser solicitados para descartar outras condições com sintomas semelhantes.

A doença está frequentemente associada ao envelhecimento, embora existam casos raros em pacientes mais jovens. Os sintomas costumam surgir de forma gradual, o que pode dificultar a identificação precoce. “É importante destacar que o tremor, apesar de ser um dos sinais mais conhecidos, não está presente em todos os casos”, ressalta a especialista do HSPE.

O tratamento do Parkinson é feito a partir da combinação de medicamentos e reabilitação física, focada no controle dos sintomas e na melhora da qualidade de vida dos pacientes. Apesar dos avanços, as terapias atuais ainda são insuficientes para deter a progressão da doença.

“No HSPE, utilizamos medicamentos considerados ‘padrão-ouro’, como os à base de levodopa associada à benserazida, e aqueles que ajudam a prolongar a ação da dopamina no organismo. Também contamos com a Estimulação Cerebral Profunda, que consiste no envio de impulsos elétricos a núcleos neuronais alterados, a fim de bloqueá-los e regular a atividade sináptica neles. Existem também outros meios, como o ultrassom focado”, finaliza a neurologista.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Praia Grande, SP
30°
Parcialmente nublado
Mín. 23° Máx. 30°
33° Sensação
3.15 km/h Vento
59% Umidade
0% (0mm) Chance chuva
06h20 Nascer do sol
17h49 Pôr do sol
Sábado
29° 22°
Domingo
25° 22°
Segunda
25° 21°
Terça
25° 19°
Quarta
24° 19°
Economia
Dólar
R$ 4,98 -0,11%
Euro
R$ 5,88 +0,00%
Peso Argentino
R$ 0,00 -2,70%
Bitcoin
R$ 412,208,89 +4,15%
Ibovespa
196,258,94 pts -0.28%
Enquete
Nenhuma enquete cadastrada